É este domingo que se joga a final da Taça de Portugal, o jogo que
assinala o epílogo da época 2011/12 no Estádio Nacional,
no Jamor. Sporting e Académica, dois emblemas
históricos do futebol português, dão as cores a uma festa que se quer
sempre
bonita. Dois clubes que realizaram uma época
intermitente, mas que, agora, podem despedir-se com a conquista de um
último
título. Um jogo entre dois treinadores que ainda
há pouco tempo pisavam os relvados e que, ainda há seis anos, se
cruzaram
numa meia-final desta competição.
Sá
Pinto recebeu uma herança pesada de Domingos Paciência, mas com o
«brinde» da
garantia que estaria na final do Jamor. Numa
dupla jornada na Madeira, o anterior treinador começou por garantir a
qualificação
para a final da Taça, no segundo jogo com o
Nacional (3-1), superando o empate que tinha consentido em Alvalade
(2-2), mas
depois perdeu com o Marítimo (0-2) e caiu para o
quinto lugar da classificação da Liga. Domingos já tinha perdido o
terceiro
lugar para o Sp. Braga e a ultrapassagem do
Marítimo ditou definitivamente sua saída de Alvalade.
Foi Sá
Pinto que
já dirigiu o jogo seguinte, em Varsóvia, frente
ao Legia, na Liga Europa, mas o bilhete para o Jamor já estava
garantido.
O novo treinador recuperou o entusiasmo em
Alvalade, com uma boa campanha europeia e uma boa recuperação na liga
que permitiu
aos leões chegarem à última ronda com
possibilidades de chegar ao terceiro lugar.
Pedro Emanuel, por
seu lado, depois
de uma boa primeira volta na liga, em que deixou
a equipa no sétimo lugar e afastou o F.C. Porto desta competição, com
uma
vitória categórica em Coimbra (3-0), esteve
dezasseis jogos sem vencer. Uma série negra que, curiosamente, começou
com um
empate diante do Sporting (1-1), em Coimbra, e
terminou com uma derrota em Alvalade (1-2). Pedro Emanuel resistiu à
pressão
de quase cinco meses sem vitórias, coisa rara em
Portugal, e salvou a equipa da despromoção, com as primeiras vitórias
do
ano nas duas últimas rondas da liga.
Onze jogos, primeira final
Onze jogos, primeira final
Na
antevisão da partida, os dois
treinadores fizeram alusão à história dos dois
emblemas na competição. Uma história rica, de parte a parte, mas sem o
registo
de um único encontro em finais. Sporting e
Académica defrontaram-se por onze vezes em outras fases da competição,
os leões
venceram nove eliminatórias, enquanto os
estudantes venceram outras duas, curiosamente, em duas meias-finais que
conduziram
a equipa de Coimbra às duas finais mais
emblemáticas da sua história.
A Académica vai este domingo para a
sua quinta
final, desde que venceu a primeira edição, ainda
no antigo campo das Salésias, há 73 anos. Mas a última final também já
foi
há 43 anos, talvez a mais emblemática, em 1969,
em plena revolução estudantil. Um jogo em que a equipa de Coimbra esteve
a
vencer e só caiu no prolongamento com um golo de
Eusébio.
Os leões, por seu lado, já contam com 25 finais e já
conquistaram
quinze troféus - menos um do que o F.C. Porto e
menos nove do que o Benfica - o último dos quais em 2007/08, frente ao
F.C.
Porto (2-0), com dois golos de Rodrigo Tiuí no
prolongamento.
Os dois treinadores cruzaram-se apenas uma vez,
como
jogadores, nesta competição, numa meia-final, na
temporada de 2005/06, em que o F.C. Porto bateu o Sporting, em pleno
Estádio
do Dragão, no desempate por grandes penalidades
(5-4), depois de um empate 1-1.Percurso da Académica:
3ª eliminatória: Académica-Oriental, 1-0
4ª eliminatória: Académica-F.C. Porto, 3-0
Oitavos de final: Leixões-Académica, 2-5 (a.p.)
Quartos de final: Académica-D. Aves, 3-2
Meias-finais: Académica-Oliveirense, 1-0 e 2-2
Percurso do Sporting:
3ª eliminatória: Famalicão-Sporting, 0-2
4ª eliminatória: Sporting-Sp. Braga, 2-0
Oitavos de final: Sporting-Belenenses, 2-0
Quartos de final: Sporting-Marítimo, 3-0
Meias-finais: Sporting-Nacional, 2-2 e 3-1











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